Sobre Nós, o Universo e as Verdades…

Deve ser natural do ser humano essa vontade de ser importante e ao mesmo se sentir insignificante. Quantas vezes já olhei pro céu e me senti neste paradoxo, ou melhor: dicotomia. Um lugar tão imensuravelmente grande que nem posso dizer se é realmente “um lugar”, escuro e brilhante ao mesmo tempo, tão frio quanto quente, e tão estranho que metade de mim se recusa acreditar, ou sequer imaginar, que nasci por causa deste Universo. É inconcebível que cada conjunto de improbabilidade, cada átomo, cada estrela, cada ser vivo, dançaram por bilhares de anos, fizeram e refizeram tanta coisa, até que eu nascesse bem aqui, hoje, do jeito que eu sou. Já parou pra imaginar na improbabilidade da sua existência tal qual ela é?

contraexplotacionÉ uma pena que ainda cometemos o erro de ignorar o frescor dessas descobertas. Me lembro que meus aducadores no colégio eram preocupados demais com o hino nacional, com cartilhas desatualizadas, com análises sintáticas e valores tão impalpáveis que não faziam (e não fazem!) o menor sentido. “Estude pelo menos para passar no vestibular. Enquanto você pensa, tem gente estudando. Podem ocupar o seu lugar.” – Que lugar é este? Onde fica? Nem eu era capaz de entender tamanha abstração.

Qualquer um da minha geração estava fadado a viver sub-aproveitado por si mesmo. Resignado a leis e regras que estavam tão implantadas no nossos habitat que a mera ideia de questioná-las era prontamente subtituída por uma distração qualquer na televisão, nos vídeo-games, nas revistas, nas conquistas pequenas da vida social e financeira, enfim… Ilusões. Nesses tramites, perdi alguns amigos, conheci outros, e hoje noto com grande satisfação que há um movimento de despertar. Ainda sutil, talvez com alguma ingenuidade intencioal que diz: “Ei, você consegue olhar ao seu redor e dizer que está tudo bem?” – Não. Claro que não está tudo bem. Mas o que está doente não é o mundo, é a gente. Nós. Eu e você. Nós não estamos bem. Fizemos de nossas vidas um jogo cujas regras não são nossas. São de deus, do destino, do papa, do presidente, do chefe da firma, do ídolo, do banco, de qualquer um que não nós mesmos. E a culpa é minha e sua.

duelaBF6b As novelas nos entretem, nos mantem afastados   de nós mesmos. Gibis e filmes nos ensinam que na vida o importante é resolver conflitos, vencer o mal, lutar e lutar. A religião tirou de nós o poder de tomar as próprias decisões, disseram-nos: “Você aí! Pague o preço por deus ter lhe dado a vida! Senão…” – Agora levante a mão quem realmente deseja viver nessa pressão toda. 

Eu não acredito na religião, acredito na religiosidade. Não acredito no destino,  acredito que sou o meu destino. Acredito tanto em deus quanto ele acredita em mim.  Acredito no espírito, mas estou na Terra, e é isso que importa agora. Acredito no dinheiro enquanto ferramenta, mas desejo outras experiências!

universo[1]Num mundo onde as pessoas encaram tudo com tanta emoção (como se fosse com elas), a ponto de misturar as bolas e confundirem sexualidade com caráter, com religião, com cor de pele, com política… seria tão bom e tão importante que cada um olhasse para as próprias mãos um segundo e entendessem que somos feitos do MESMO material que as estrelas, que as árvores, que os animais, que os insetos, que o concreto, que tudo. Nós somos tudo.

O que quero dizer, meus caros e caras, é que não importa no que você acredita. O único beneficiado de sua crença é você mesmo. Aproveite e deixe os outros aproveitarem. Somos mais se seis bilhões de indivíduos neste mundão precisando tomar as rédeas, esclarecer as coisas, conversar. E isso tem de ser feito com todos juntos. Então, que tal pedir para seu deus e seu sistema de crença ser um pouco mais flexível? Seria um bom começo. 

Fiquem agora com um vídeo que marcou a semana, e que me inspirou este desabafo.

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