Vida de Frila. (e seja o que deus quiser…)

Se você é frila então sabe o que é viver numa montanha-russa. Ora aparece aquele job dos sonhos, ora você tem que esquecer a dignidade e aceitar o que aparece (dentro ou não da sua área de especialização). Não é um começo fácil. O mercado de trabalho ainda é retrógrado, competitivo demais, e são poucas as produtoras ou empresas que respeitam os colaboradores freelancers.

O bom é que o profissional frila tem liberdade para experimentar todas as ramificações de trabalho e, aos poucos, ele consegue preencher uma série de lacunas que vão surgindo.  É natural que o frila se torne multiuso para a empresa, o que aumenta a possibilidade de contratação.

Talvez o que preocupe mais os frilas são as imposturas financeiras de algumas produtoras, que pagam relativamente pouco, exigem prazos absurdos e podem demorar 45 ou 60 dias para pagar, ainda que o mais comum seja 30 dias após o término do trabalho. Em muitos casos, o profissional não assina um contrato, dando margem para atrasos ainda maiores. O ideal é regularizar o máximo possível. Por mais burocrático e chato que seja você correr atrás de uma nota fiscal ou de uma cooperativa, este ainda é a melhor maneira para garantir seu recebimento.

Como freelancer, procuro enxergar as empresas e produtoras como clientes e uso e abuso do network para conhecer novos profissionais e estreitar laços. Em um mercado de trabalho onde 94% das pessoas são indicadas (famosíssimo Q.I), acredito que o relacionamento ainda é um recurso interessante. Por isso é importante trabalhar o traquejo, o português e estudar bastante para sustentar seus argumentos com educação. Se lhe falta berço, é melhor correr atrás e observar como os profissionais que se deram bem atuam no mercado.

Outra coisa que é imprescindível: Ficar ligado no que acontece no mundo. O que os  líderes da sua área estão pensando sobre o casamento real ou a captura de Osama Bin Laden, por exemplo? Parece trivial, mas a forma de pensar dos líderes ou profissionais-referência determinam até certo grau alguma tendência. Procure pistas que possam indicar o caminho que o mercado pode tomar a partir do que acontece no mundo e como seus colegas se relacionam com isso. Entretanto, acho particularmente desnecessário ficar online 24hrs por dia, ou comer milhões de livros e artigos. Se você estiver em paz com seu foco, sua atenção se volta para o que precisa saber automaticamente.

Existe um blog que trata mais especificamente sobre nossa vida de frila. Acompanho desde que foi criado e até consegui alguns Jobs por ele. É o Vida de Frila, de Ariama Aldore. Jorram dicas preciosíssimas e muitas entrevistas toda semana.

Gostou do que viu? Então nos ajude e vote aqui. 🙂 Obrigado!!!

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Um comentário sobre “Vida de Frila. (e seja o que deus quiser…)

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