#2012Fellings

Veja este vídeo antes de começar a ler.

 

Estou sentando em um sofá bastante confortável na casa de minha mãe, enquanto aguardo o tradicional pão que ela faz sair quentinho do forno. Atrás de mim, uma grande porta de vidro me protege do frio que este ano chegou cedo. A escada a minha frente leva para um banheiro grande com o melhor e mais quente chuveiro de todo bairro. Não há a menor razão para eu começar a escrever sobre o teimoso fim do mundo, mas acho que não posso ignorar o tema. Cedo ou tarde, quer acreditem ou não, todos vão falar de 2012.

Até o presente momento, é difícil olhar pro céu e dizer “É. O mundo está acabando…” – Já estivemos diante de outros apocalipses antes e, bem, nada aconteceu. Eu sinceramente evito levar a conversa para estes termos simplesmente porque não é assim que as coisas funcionam. Entretanto, precisamos levar em conta que alguma coisa está acontecendo. O Planeta está visivelmente em mudança. Assuntos como aquecimento global e mudança climática estão mais do que em voga. Seja por influência nossa ou não, a impressão que se tem é de que estamos no caminho de uma locomotiva que tem pressa de seguir adiante.

O que me impressiona não são as manifestações do clima, os tsunamis ou os tremores de terra que, sim, estão mais freqüentes, mas a maneira como lidamos com esses eventos é que me soa preocupante. Já que o Planeta está em mudança, não seria mais pertinente mudarmos com ele? Talvez pesquisar uma nova forma de se relacionar com o outro. Não precisamos ser indiferentes com quem não conhecemos, tampouco precisamos superestimar coisas que não nos dizem o menor respeito. Já é sabido, por mais que haja relutância, que o mundo precisa de novos pensadores. As revoluções na África ilustram bem como temos errado no sentido de como viver nossas vidas (Algo está errado quando gera resultados insatisfatórios, e guerras não são satisfatórias). E não precisamos ir tão longe. Olhe o noticiário, leia o jornal. Perceba. Não estou falando aqui sobre levantar bandeiras e criar milhões de ongs. Talvez menos barulho e mais ideias simples seja o caminho. Seria realmente muito bom pensarmos em utopias, e trabalhar para criá-las. Não para o mundo necessariamente, mas para si, para quem você ama. Por que não?

Se não podemos fazer nada diante de tsunamis, degelos e terremotos, podemos pelo menos tratar de fazer valer a pena viver.

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