Diga que Não Estou

Olá, meus bravos. Poesia não é meu forte, tampouco um formato que caiba direito aqui. Mas, bem, não pude evitar.

Os dias voam com fome

e minhas canções se arranham

nas mordidas e línguas,

nas unhas cumpridas

Na saliva salgada

que queima (ah, como queima) a ferida

Amorteço sem queda

no acaso que, por si, quebra

e se arrasta na avenida,

Pela vida inteira

Encontros sem encontro

Importâncias… importâncias demais

Encosto, encaro e me arrisco

mas o bom mesmo é o descanso

dessa gente confusa, desses espelhos.

Eu não estou, entende?

Deixo a vida no volante

Ela que me sirva ou não

Ela que faça o que bem quer

Estou em descanso moral.

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